A relação entre a alta do petróleo e o avanço dos juros dos Treasuries mudou em outubro, segundo Jeffrey Rosenberg, gestor da BlackRock. Embora os contratos futuros de petróleo tenham continuado a subir, os rendimentos dos títulos americanos recuaram. Para Rosenberg, o movimento indica que o mercado passou a considerar uma retração dos ativos ligados à inteligência artificial um risco maior para a economia dos Estados Unidos do que as pressões inflacionárias do petróleo. Ele associa investimentos empresariais e consumo ao efeito econômico da IA. O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, apresentou leitura diferente: afirmou que a expansão do investimento produtivo está se tornando mais ampla, e não restrita à tecnologia. A melhora da amplitude do S&P 500 em outubro também oferece contraponto à tese de concentração.
Principais fatos e números
- Petróleo e juros dos Treasuries tiveram correlação de 80% em 2026, segundo Rosenberg.
- Essa relação deixou de prevalecer em outubro, com petróleo em alta e rendimentos em queda.
- O investimento empresarial cresceu 12,7% no terceiro trimestre.
- O investimento em equipamentos de processamento de informações avançou 37%.
- O investimento em equipamentos industriais aumentou quase 25%.
- Warsh afirmou que o avanço do investimento produtivo está se ampliando para além da tecnologia.
Por que isso importa para empresários e investidores
A ruptura da correlação desafia estratégias que tratavam petróleo e juros longos como operações alinhadas. Para investidores, a queda dos rendimentos pode reforçar o papel dos Treasuries de prazo longo como proteção contra desaceleração e desinflação. Empresas expostas à IA, data centers e bens de capital enfrentam maior sensibilidade a mudanças de percepção sobre crescimento e valor de mercado. Ao mesmo tempo, a avaliação do Fed de que o investimento está mais disseminado reduz a força de uma leitura exclusivamente tecnológica. A duração e o alcance dessa mudança permanecem incertos, pois as interpretações de Rosenberg e Warsh divergem.
