A Primark caminha para ser separada da Associated British Foods (ABF) até o fim do próximo ano, em uma operação que criará duas companhias independentes do FTSE 100. Segundo o The Guardian, a varejista já responde por dois terços do lucro do grupo, o que limita a possibilidade de a cisão revelar valor até então oculto. No último exercício, o lucro operacional da rede permaneceu pouco acima de £1 bilhão, mas caiu 11% na comparação anual. As vendas comparáveis recuaram 4,7% na Europa continental, diante de condições consideradas muito desafiadoras na Alemanha, Itália e Espanha. Reino Unido e Irlanda registraram avanço de 0,5%. A empresa mantém a abertura de lojas, inclusive nos Estados Unidos, e prioriza entregas domiciliares no mercado britânico.
Principais fatos e números
- A separação da Primark e da ABF está prevista até o fim do próximo ano.
- A operação deverá resultar em duas empresas independentes integrantes do FTSE 100.
- A Primark gera cerca de dois terços do lucro do grupo.
- O lucro operacional anual ficou pouco acima de £1 bilhão e caiu 11%.
- As vendas comparáveis recuaram 4,7% na Europa continental.
- Reino Unido e Irlanda tiveram alta de 0,5% nas vendas comparáveis.
Por que isso importa para empresários e investidores
A cisão poderá oferecer governança e estratégias mais focadas para moda e alimentos, facilitando a avaliação de cada negócio por investidores. Entretanto, a Primark chega à operação com queda de lucro, desempenho fraco na Europa continental e previsão de margem próxima de 10%, semelhante à atual. A expansão de lojas e as entregas domiciliares no Reino Unido podem ampliar o alcance comercial, mas sua contribuição para o crescimento ainda é incerta. Como não haverá captação de recursos na separação, o principal ponto para acionistas será a capacidade das duas companhias de melhorar desempenho e alocação de capital de forma independente.
