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Morning Call: dólar em alta, Ibovespa abre estável nesta terça

Dólar em alta ante pressão internacional, Ibovespa abre estável e sessão se promete volátil com foco em dados da inflação americana

O mercado brasileiro abre nesta terça-feira (12 de maio) em ambiente de cautela. A sessão é marcada pela expectativa de dados de inflação dos Estados Unidos, que devem orientar o comportamento do dólar e das bolsas globais. Internamente, investidores seguem atentos ao comportamento dos juros futuros e às perspectivas de política monetária.

Ibovespa: O que esperar hoje

Na sessão anterior (11 de maio), o Ibovespa recuou 1% e fechou aos 184.126 pontos. Hoje, a expectativa é de abertura estável, com o índice oscilando em torno dos mesmos níveis. Bancos e seguradoras devem reagir à movimentação do dólar e dos juros internacionais, enquanto o setor imobiliário segue atento às perspectivas de crédito.

O cenário geopolítico continua como pano de fundo, com a falta de acordo entre EUA e Irã pressionando o sentimento do mercado. O fluxo de notícias externos deve nortear grande parte do pregão.

Dólar e Câmbio

O dólar abriu em alta esta manhã, cotado acima de R$ 4,90. A moeda americana é pressionada por expectativas de taxa de inflação persistente nos EUA, que pode sustentar juros altos por mais tempo. Internamente, o Banco Central mantém postura vigilante, acompanhando a movimentação cambial com atenção.

Economistas consultados acompanham o cenário com cautela, sabendo que qualquer surpresa na inflação americana pode amplificar a volatilidade do real. Operadores já trabalham com projeções de movimentação entre R$ 4,85 e R$ 4,95 para o dia.

Bolsas Globais

As bolsas americanas fecharam em terreno misto na sessão anterior, com investidores ponderando sobre a força da economia e as perspectivas de juros. O S&P 500 e o Nasdaq oscilaram conforme notícias sobre inflação e resultado de empresas chegavam ao mercado.

Na Ásia, os índices reagiram com volatilidade à continuação da pressão inflacionária. Na Europa, a abertura é aguardada com atenção, e os mercados brasileiros deverão acompanhar de perto o desempenho das bolsas do Atlântico Norte.

Commodities e Petróleo

O preço do petróleo segue sob pressão da dinâmica do dólar. Com a moeda americana mais forte, os preços de commodities denominadas em dólar tendem a recuar. O minério de ferro mantém resistência, apoiado pela demanda chinesa, enquanto o ouro continua recuando ante dólar mais firme.

O cenário não é favorável para commodities, com investidores buscando segurança em moedas fortes. A China, principal consumidor de insumos básicos, segue sob escrutínio quanto à recuperação econômica pós-covid.

Agenda Econômica do Dia

O destaque do dia é a divulgação do CPI (Índice de Preços ao Consumidor) dos EUA, que sai em horário matinal. Dados de inflação acima ou abaixo do esperado devem movimentar câmbio e juros globais de forma significativa.

No Brasil, o Banco Central publica dados de operações de crédito do mês anterior, que podem ofercer sinais sobre a saúde da economia. Mercado imobiliário também está em evidência, com lançamentos e vendas de empreendimentos seguindo o padrão de absorção observado nas semanas anteriores.

Criptomoedas

O bitcoin acompanha a dinâmica do dólar e segue pressionado pela expectativa de inflação. Com dólar mais forte, a moeda digital tende a recuar, já que perde apelo como proteção inflacionária. Ethereum segue movimento similar, com liquidez mais reduzida.

Investidores em cripto monitoram comunicações de bancos centrais, já que qualquer sinalização de aperto monetário adicional impacta directamente o sentimento do mercado de ativos digitais.

Mercado Imobiliário

O setor imobiliário reage positivamente ao cenário de juros em queda relativa, mas permanece atento às projeções de taxa Selic. Com os prédios voltados a investimento seguindo trajetória de alta, o foco está em lançamentos de empreendimentos residenciais nas capitais.

Incorporadoras acompanham o comportamento do mercado imobiliário em cidades como Itajaí, onde dinâmica de valorização se mostra robusta apesar do ambiente externo desafiador.

O que acompanhar hoje

Além do CPI americano, acompanhe: comportamento do câmbio, fluxo de investidores estrangeiros, movimentação das ações de bancos e seguradoras, e qualquer atualização sobre o conflito geopolítico no Oriente Médio. Riqueza e performance de fundos imobiliários também merecem atenção neste momento.

Análise e Perspectivas

O cenário para hoje é de cautela. Inflação persistente nos EUA pode significar juros altos por mais tempo, o que afeta economias emergentes como a brasileira. Investidores devem posicionar-se defensivamente até maior clareza sobre a trajetória de política monetária global.

Empresas que conseguem manter margens em cenários de inflação ganham relevância. Setores defensivos como saúde, utilities e infraestrutura podem oferecer maior estabilidade em comparação com segmentos mais cíclicos.

Fontes: MoneyTimes, UOL Economia, Banco Central do Brasil.