OQVestir investe R$ 43 milhões em tecnologia e mira alta de 20%
Imagem ilustrativa gerada por IA / Revista Empreende
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O OQVestir aposta em tecnologia e no relacionamento com clientes antigos para sustentar sua próxima etapa de crescimento. Ao completar 17 anos, a plataforma de moda informa um investimento de R$ 43 milhões em inovação digital e tecnologia em 2026 e projeta crescer 20% em relação a 2025. O plano combina personalização, automação de processos e ampliação do portfólio, em uma estratégia que procura tornar a experiência de compra mais relevante para cada consumidora.
Os valores e as metas foram divulgados pela empresa em comunicado enviado à Revista Empreende. A projeção de expansão se refere ao desempenho esperado para o ano; o material não apresenta um balanço que permita tratá-la como resultado já alcançado. O foco anunciado está em aumentar a frequência de compra e a recorrência, além de conquistar novos consumidores.
Clientes recorrentes orientam a estratégia do OQVestir
Segundo a companhia, cerca de 300 mil consumidores compram na plataforma há mais de cinco anos, e 100 mil mantêm esse relacionamento há mais de uma década. Os grupos não devem ser somados: quem está na base há dez anos também pode integrar o conjunto de clientes com mais de cinco anos.
Esses números ajudam a explicar a prioridade dada à experiência de quem já conhece a marca. Para um negócio de moda, a continuidade da relação permite acompanhar mudanças de preferência, ocasiões de uso e categorias que ganham espaço no guarda-roupa. No plano apresentado pelo OQVestir, os dados devem apoiar essa leitura e melhorar a seleção de produtos exibida a cada pessoa.
João Almendra, CEO do Icomm Group, grupo ao qual a plataforma pertence, afirma que a consumidora procura orientação para escolher, e não apenas uma vitrine extensa. Na avaliação do executivo, a decisão de compra envolve estilo, contexto e sensibilidade. A proposta é combinar a capacidade de análise da tecnologia com a curadoria humana.
Como o investimento em tecnologia entra na operação
A companhia informa que utiliza inteligência artificial, automação e análise de dados em recomendações personalizadas e processos internos. O objetivo descrito é aproximar a oferta do perfil de cada cliente, ao mesmo tempo que ferramentas digitais de autoatendimento convivem com um atendimento humano mais próximo.
O comunicado não detalha quanto dos R$ 43 milhões vai para cada projeto, nem apresenta indicadores individuais de retorno. Assim, o investimento deve ser entendido como o montante anunciado para tecnologia e inovação, sem atribuir a uma ferramenta específica todo o crescimento projetado. A distinção é relevante porque vendas também dependem de sortimento, disponibilidade, preço e execução comercial.
A estratégia inclui comunidades para ouvir clientes e conteúdos que traduzam tendências em orientações práticas de compra. Nesse desenho, informação sobre moda faz parte do serviço: ajuda a relacionar uma peça a uma necessidade concreta e pode facilitar a escolha entre alternativas de uma mesma categoria.
Tênis e novas marcas ampliam o espaço no catálogo
Os tênis já representam quase um quarto da receita do OQVestir, de acordo com a empresa. A participação mostra o peso que uma categoria específica pode assumir dentro de uma operação com mais de 230 marcas. A plataforma também informa receber mais de 100 novidades por dia e planeja incorporar mais de 16 marcas ao longo de 2026.
Um catálogo dessa dimensão aumenta as possibilidades de compra, mas também torna mais importante organizar a descoberta dos produtos. É nesse ponto que curadoria, conteúdo e recomendações se encontram: o desafio anunciado não é somente adicionar itens, mas ajudar a cliente a encontrar aquilo que corresponde ao seu estilo e à sua rotina.
A digitalização da moda também aparece em outros modelos de negócio. A Revista Empreende mostrou, por exemplo, como a EXBARRA reúne costureiras e digitaliza ajustes de roupas, aproximando serviços tradicionais de novas formas de atendimento.
Relevância na decisão de compra é a meta de longo prazo
Para os próximos três a cinco anos, a direção do OQVestir diz querer ampliar a presença da marca nas decisões de compra de suas clientes. Isso dá ao plano uma dimensão que vai além de uma campanha ou coleção: a empresa pretende ser lembrada também pela orientação oferecida durante a jornada.
O Icomm Group foi formado em 2017 a partir da união entre OQVestir e Shop2gether. A aposta atual reúne escala digital e relacionamento, dois elementos que precisam funcionar juntos para transformar visitas ao catálogo em compras recorrentes. Os resultados dessa combinação dependerão da execução dos projetos e poderão ser comparados às metas quando a companhia divulgar o desempenho consolidado do período.