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Wesley Batista é homenageado em Nova York por fortalecer integração econômica entre Brasil e Estados Unidos

Wesley Batista com o presidente da Federação das Indústrias do Estado de Goiás (Fieg), André Luiz Baptista Lins Rocha. Clique aqui para a foto em melhor resolução. Crédito: Iano Andrade/CNI.

Conselheiro da JBS recebeu reconhecimento da CNI durante o Brasil–U.S. Industry Day 2026 por sua contribuição à parceria industrial entre os dois países

O empresário Wesley Batista, um dos acionistas controladores da JBS, foi homenageado nesta segunda-feira (11) durante a primeira edição dos Prêmios da Indústria Brasil–Estados Unidos 2026, realizada em Nova York. A premiação faz parte da programação do Brasil–U.S. Industry Day, iniciativa promovida pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) em parceria com a U.S. Chamber of Commerce, dentro da agenda da Brazil Week.

O reconhecimento destaca lideranças empresariais que contribuem para fortalecer a integração econômica e industrial entre Brasil e Estados Unidos, especialmente em áreas como inovação, investimentos, tecnologia e cooperação bilateral.

A cerimônia reuniu cerca de 500 empresários, investidores e autoridades dos dois países para discutir temas considerados estratégicos para a indústria global, incluindo energia, minerais críticos, saúde, financiamento e transformação digital.

Wesley Batista destaca trajetória da JBS nos Estados Unidos

Durante o evento, Wesley Batista afirmou que a homenagem representa o reconhecimento de uma trajetória construída a partir da integração produtiva entre Brasil e Estados Unidos.

“É um orgulho e uma honra muito grande poder receber essa homenagem. Muito obrigado à CNI. A JBS é uma empresa brasileira que nasceu no interior do país. Meu pai iniciou a empresa em 1953, do nada, e nós temos uma longa trajetória de trabalho no Brasil”, afirmou o empresário.

Fundada em Anápolis (GO) por José Batista Sobrinho, a JBS se tornou uma das maiores empresas de alimentos do mundo. Mesmo após a expansão internacional, a companhia manteve no Brasil uma parte estratégica de sua operação produtiva.

A entrada da empresa no mercado norte-americano aconteceu em 2007, com a aquisição da Swift & Company. Dois anos depois, a JBS ampliou sua presença ao adquirir participação majoritária na Pilgrim’s Pride Corporation, uma das maiores processadoras de frango dos Estados Unidos.

JBS investiu mais de US$ 14 bilhões nos Estados Unidos

Desde o início da operação nos Estados Unidos, a JBS consolidou uma forte presença industrial no país, com geração de empregos, relacionamento com produtores rurais e investimentos em diferentes regiões.

Atualmente, a companhia opera em 31 estados norte-americanos, possui mais de 90 unidades produtivas e conta com mais de 78 mil colaboradores. Além disso, mantém parceria com mais de 10 mil produtores rurais locais.

Segundo dados apresentados durante o evento, a empresa já investiu mais de US$ 14 bilhões nos Estados Unidos, pagou mais de US$ 6 bilhões em tributos e realiza pagamentos anuais superiores a US$ 22 bilhões a produtores parceiros.

Batista relembrou ainda o período em que viveu no país para acompanhar a expansão da companhia.

“Quando nós fizemos nosso primeiro investimento aqui nos Estados Unidos, eu me mudei para cá com a minha família, para o Colorado, e passei quatro anos morando aqui. Foi uma oportunidade que eu descrevo como a mais incrível da minha vida, pessoal e profissional”, declarou.

Dupla listagem na Bolsa de Nova York ampliou presença global da JBS

A trajetória internacional da companhia ganhou um novo capítulo em junho de 2025, quando a JBS passou a negociar ações na Bolsa de Nova York (NYSE), consolidando sua dupla listagem com BDRs também negociados na B3.

A operação ampliou o acesso da empresa ao mercado global de capitais e fortaleceu sua presença entre investidores internacionais. Após a listagem, a participação de investidores estrangeiros na base acionária da companhia passou de 65% para 83%.

Segundo Wesley Batista, a experiência da JBS demonstra a capacidade de empresas brasileiras competirem em mercados globais altamente desenvolvidos.

“Nossa experiência mostra que essa complementaridade funciona. Se conseguimos construir uma plataforma global, foi justamente por integrar geografias, operações e competências”, afirmou.

Relação entre Brasil e Estados Unidos ganha relevância estratégica

Em meio às mudanças nas cadeias globais de produção e ao aumento da demanda por segurança alimentar, a relação econômica entre Brasil e Estados Unidos vem ganhando importância estratégica.

Para Batista, os dois países possuem características complementares que favorecem novas oportunidades de cooperação industrial e comercial.

“Em um cenário global mais complexo, com mudanças nas cadeias produtivas e novas demandas por segurança alimentar, Brasil e Estados Unidos têm uma oportunidade de avançar juntos, combinando escala, tecnologia, recursos e capacidade de execução”, destacou o empresário.

O empresário também afirmou que a homenagem recebida aponta para o fortalecimento futuro dessa parceria econômica.

“Este prêmio reconhece essa trajetória, mas também aponta para o futuro. Um futuro em que continuamos aprofundando essa parceria, ampliando investimentos e contribuindo para uma indústria mais integrada, mais inovadora e mais preparada para os desafios globais.”