Recentes
99Food chega a Teresina e amplia a concorrência no delivery• Black Friday: comprador decide cedo e vendedor precisa agir• Fim da escala 6×1: como ficam acordos coletivos e contratos• Tecnologia e exercício mudam a rotina de cuidado do idoso• Gestão de ambulantes: do estoque à venda• Cirurgia da endometriose evolui com mais precisão• Expansão de grandes redes no Brasil impulsiona strip malls• J&T Express investe R$ 75 milhões em novo centro logístico• Cyrela promove Outubro Rosa com ações de prevenção• Festa Literária de Ilhéus impulsiona turismo cultural• 99Food chega a Teresina e amplia a concorrência no delivery• Black Friday: comprador decide cedo e vendedor precisa agir• Fim da escala 6×1: como ficam acordos coletivos e contratos• Tecnologia e exercício mudam a rotina de cuidado do idoso• Gestão de ambulantes: do estoque à venda• Cirurgia da endometriose evolui com mais precisão• Expansão de grandes redes no Brasil impulsiona strip malls• J&T Express investe R$ 75 milhões em novo centro logístico• Cyrela promove Outubro Rosa com ações de prevenção• Festa Literária de Ilhéus impulsiona turismo cultural• 99Food chega a Teresina e amplia a concorrência no delivery• Black Friday: comprador decide cedo e vendedor precisa agir• Fim da escala 6×1: como ficam acordos coletivos e contratos• Tecnologia e exercício mudam a rotina de cuidado do idoso• Gestão de ambulantes: do estoque à venda• Cirurgia da endometriose evolui com mais precisão• Expansão de grandes redes no Brasil impulsiona strip malls• J&T Express investe R$ 75 milhões em novo centro logístico• Cyrela promove Outubro Rosa com ações de prevenção• Festa Literária de Ilhéus impulsiona turismo cultural• 99Food chega a Teresina e amplia a concorrência no delivery• Black Friday: comprador decide cedo e vendedor precisa agir• Fim da escala 6×1: como ficam acordos coletivos e contratos• Tecnologia e exercício mudam a rotina de cuidado do idoso• Gestão de ambulantes: do estoque à venda• Cirurgia da endometriose evolui com mais precisão• Expansão de grandes redes no Brasil impulsiona strip malls• J&T Express investe R$ 75 milhões em novo centro logístico• Cyrela promove Outubro Rosa com ações de prevenção• Festa Literária de Ilhéus impulsiona turismo cultural•
Empresas

CFOs ampliam investimentos em tecnologia e veem IA como alavanca de crescimento, não apenas de corte de custos

Publicado em 21/05/2026 • 18:56 | Atualizado em 28/06/2026 • 19:12

Ouvir materia voz de IA no navegador

Em um cenário de maior cautela econômica, 68% dos CFOs (chief financial officers) globais planejam ampliar seus investimentos em tecnologia e transformação digital nos próximos 12 meses — o maior patamar registrado em 21 trimestres consecutivos de pesquisa. No Brasil, a proporção é ainda mais expressiva: 87% das empresas pretendem investir em tecnologia, mesmo diante de um ambiente econômico mais desafiador. Os dados vêm da pesquisa CFO Survey Q1 2026 da Grant Thornton e do International Business Report (IBR) Q1 2026, e revelam uma mudança profunda na agenda estratégica das lideranças financeiras — a discussão deixou de ser apenas sobre adoção de ferramentas digitais para envolver governança, segurança de dados e mensuração de retorno.

Tecnologia saiu do nicho de inovação para se tornar infraestrutura essencial

A aceleração dos investimentos em TI não é mais sobre estar “na moda” com inovação. Trata-se de responder a uma realidade econômica simples: empresas que não investem em tecnologia perdem eficiência, produtividade e competitividade. A pesquisa CFO Survey mostra que 72% dos CFOs globais esperam aumento no lucro líquido nos próximos 12 meses — e veem a IA como impulsionadora desse crescimento, não apenas como ferramenta de corte de custos.

“A discussão deixou de ser apenas sobre adoção de ferramentas digitais e passou a envolver governança, segurança, integração de dados e mensuração de valor. À medida que os investimentos em IA e transformação digital escalam, os CFOs assumem um papel central na definição de prioridades, no controle de riscos e na comprovação do retorno desses projetos”, explica Maikon Silva, sócio de IT Risk da Grant Thornton Brasil.

Para o universo do empreendedorismo e das pequenas e médias empresas, essa mudança de mentalidade nas grandes corporações e entre líderes financeiros tem implicações diretas. Quando grandes empresas aumentam gastos em TI, toda a cadeia de fornecedores — softwares, serviços, consultoria, implementação — também se beneficia do crescimento da demanda.

A pressão por cortes de custos diminui; IA vira agenda de crescimento

Uma métrica particularmente reveladora da pesquisa CFO Survey é a queda na proporção de CFOs que planejam cortes de custos nos próximos seis meses: apenas 28% afirmaram planejar reduções — o maior percentual de “sem cortes” já registrado na série. Isso sugere um mercado que respira melhor, mesmo com a cautela estratégica.

Publicidade

A IA, que costumava aparecer nas discussões de empresas como ferramenta de automação para reduzir headcount, agora é vista como impulsionadora de crescimento. Essa mudança de perspectiva é importante: não se trata apenas de fazer mais com menos, mas de criar novas receitas, abrir novos mercados e aumentar a margem operacional através de operações mais inteligentes.

No Brasil, a pesquisa IBR mostra que 80% das empresas esperam aumento de receita em 2026, 78% projetam crescimento da rentabilidade e 73% pretendem ampliar o número de empregados. Esses indicadores de otimismo sobre receita e contratação contrastam com a queda em outros indicadores de confiança — o que reforça que a tecnologia é vista como a alavanca para capturar crescimento mesmo em um ambiente desafiador.

Os obstáculos: dados, competências e prioridades concorrentes

Nem tudo é tranquilo, porém. Apenas 62% dos líderes financeiros globais dizem estar confiantes de que conseguirão atingir seus objetivos de tecnologia. Os principais obstáculos são:

Restrições de tecnologia e dados (citadas por 53% dos respondentes): integração de sistemas legados, qualidade de dados e falta de infraestrutura moderna ainda amarram as iniciativas digitais.

Prioridades concorrentes: em um ambiente onde recursos são limitados, tecnologia compete com pressões operacionais imediatas.

Lacunas de competências: falta de profissionais qualificados em IA, cloud, cibersegurança e tecnologia em geral é um gargalo real do mercado.

Para empresas brasileiras, esses desafios são especialmente relevantes. O Brasil tem déficit crônico de profissionais em tecnologia — profissões como “engenheiro de dados”, “especialista em cloud” e “arquiteto de IA” têm demanda muito superior ao suprimento. Essa escassez impacta diretamente a velocidade e a qualidade da transformação digital corporativa.

Como os CFOs estão estruturando a agenda de tecnologia

A Grant Thornton aponta que a abordagem mais estruturada para adoção de IA e tecnologias digitais passa por alguns pontos chave:

Conectar casos de uso a objetivos claros de negócio: tecnologia pela tecnologia não gera valor. É preciso saber exatamente que problema cada investimento resolve e qual o retorno esperado.

Estruturar indicadores de retorno (ROI): diferentemente de investimentos em inovação no estilo “exploratório”, os CFOs agora cobram métricas concretas.

Garantir qualidade dos dados: sem dados confiáveis, IA produz resultados ruins. Governança de dados virou condição prévia para sucesso em IA.

Estabelecer controles compatíveis com os riscos: enquanto IA avança, é preciso garantir segurança, conformidade (LGPD, por exemplo) e rastreabilidade das decisões.

“Investir mais não significa, necessariamente, capturar mais valor. Para a tecnologia gerar impacto real, é preciso conectar os casos de uso a objetivos claros de negócio, estruturar indicadores de retorno, garantir qualidade dos dados e estabelecer controles compatíveis com os riscos envolvidos. Sem essa base, iniciativas de IA podem avançar rapidamente, mas sem entregar resultados sustentáveis”, afirma Maikon Silva.

O que esperar para 2026 e além

A mudança nas prioridades dos CFOs sinaliza uma transformação profunda na forma como as corporações enxergam a tecnologia. Não é mais o “departamento de TI”; é infraestrutura estratégica ligada ao core business. Os mercados de software, consultoria, implementação e suporte técnico devem experimentar crescimento robusto nos próximos trimestres.

Para startups e empresas de tecnologia, essa é uma oportunidade clara: CFOs estão com orçamentos disponíveis, disposição para experimentar e demanda por soluções que entreguem ROI demonstrável. A conversa não é mais “isso é inovador”, mas “isso resolve um problema real e traz retorno financeiro?”

Em um Brasil que busca recuperar ritmo de crescimento, a aposta dos CFOs em tecnologia é um sinal de que a transformação digital passou de aspecto secundário para essencial — e quem souber surfar essa onda terá acesso a um mercado em expansão.

Este conteúdo de divulgação comercial foi fornecido por Grant Thornton / Smart e não é de responsabilidade editorial da revistaempreende.com.br.