A valorização das empresas chinesas de tecnologia perdeu força diante das dúvidas sobre a capacidade dos investimentos em inteligência artificial de gerar lucros. Segundo a CNBC, o índice STAR 50, que reúne grandes companhias de tecnologia negociadas no mercado STAR de Xangai, caiu mais de 40% em relação ao pico de julho. A fabricante de baterias CATL também recuou 37% desde o início do ano. O movimento, inicialmente associado à realização de ganhos e à correção de preços, passou a refletir uma análise mais rigorosa dos resultados corporativos. Investidores avaliam se os gastos elevados com IA poderão ser convertidos em receitas, enquanto a fraqueza do consumo e a crise imobiliária prolongada pressionam publicidade e comércio eletrônico.
Principais fatos e números
- O índice STAR 50 caiu mais de 40% desde o pico registrado em julho.
- O STAR 50 acompanha 50 empresas grandes e líquidas do mercado tecnológico STAR, em Xangai.
- A CATL acumulou queda de 37% desde o início do ano.
- A ascensão da DeepSeek, no começo de 2025, havia impulsionado o otimismo com a IA chinesa.
- Investidores questionam quando os gastos com inteligência artificial serão convertidos em lucros.
- Consumo fraco pressiona os negócios de publicidade e comércio eletrônico das plataformas chinesas.
Por que isso importa para empresários e investidores
A correção pode abrir oportunidades para investidores que buscam empresas tecnológicas chinesas a preços menores, mas eleva a importância da seleção por resultados, geração de caixa e capacidade de monetizar inteligência artificial. Para companhias expostas à China, a fraqueza do consumo pode limitar receitas de publicidade, comércio eletrônico e serviços digitais. Ao mesmo tempo, investimentos crescentes em IA podem comprimir lucros no curto prazo. Ainda não está claro quando, ou em que escala, esses gastos produzirão retornos suficientes para sustentar as avaliações de mercado.
