Oito em cada dez imóveis negociados nos bairros mais exclusivos de Londres foram vendidos abaixo do preço pedido, segundo levantamento do banco privado Coutts. No terceiro trimestre de 2026, os preços na região conhecida como “prime central London” caíram 5%, enquanto o desconto médio nas transações chegou a 10%. Os valores desse segmento estão 14% abaixo do pico registrado em 2014. Knightsbridge e Belgravia acumulam queda de 30,8% em relação aos seus picos, e South Kensington, de 26,9%. O mercado tem sido pressionado por custos de financiamento, impostos imobiliários mais altos e menor interesse de compradores estrangeiros após o fim do regime tributário para não domiciliados. A cautela também antecedeu a apresentação do primeiro orçamento do chanceler John Healey.
Principais fatos e números
- Oito em cada dez imóveis analisados foram vendidos abaixo do preço anunciado.
- O desconto médio sobre o valor pedido chegou a 10%.
- Os preços do segmento de luxo caíram 5% no terceiro trimestre de 2026.
- O mercado prime central London está 14% abaixo do pico de 2014.
- Knightsbridge e Belgravia acumulam queda de 30,8% desde seus picos.
- South Kensington registra desvalorização acumulada de 26,9%.
Por que isso importa para empresários e investidores
A correção amplia o poder de negociação de investidores interessados em imóveis de alto padrão em Londres, sobretudo nos bairros com maiores quedas acumuladas. Para proprietários e financiadores, porém, descontos de 10% e desvalorizações superiores a 25% elevam riscos de perda patrimonial e podem dificultar vendas. As próximas decisões dependem do ambiente de juros: a taxa básica permanece em 3,75%, mas havia expectativa de possível alta para 4%. Também é incerto se o orçamento britânico estimulará a demanda represada. Custos de crédito e menor participação de compradores estrangeiros continuam sendo fatores relevantes.
